terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

“Foi a mim que não o fizestes!” (Mt 25, 31 – 46)

A afirmação de Jesus é forte e reveladora, pois na omissão, deixamos de atender ao seu chamado e nos tornamos ainda mais pecadores, pois, se o mau é a ausência do bem e tendo a oportunidade, não o fazemos, somos coniventes e aceitamos que o mal prevaleceça.

Neste período quaresmal, ao exercitar a reflexão proposta no roteiro do Retiro Quaresmal dos amigos Jesuítas, na procura por resposta da indagação “dos rostos de Jesus” que encontramos todos os dias e deixamos de ajudá-lo, vejo jovens com fome de justiça, com sede de amor, mas presos a valores de uma sociedade baseada no consumo e no individualismo, ainda nesta busca, me vêem ainda muitos dos rostos dos amigos da casa de apoio Grupo da Amizade, amigos cuja a liberdade foi perdida, seja pela limitação física ou seja pelo vício, muitos tornaram-se por ora presos, não de forma compulsória, mas de modo a não conseguir discernir suas ações entre o bem ou o mal, entre o que lhe causa euforia e o que lhe causa dor, o que lhe dá prazer e o que lhe flagela ainda mais, estas e muitas outras fragilidades à que estamos sujeitos, só tem espaço na nossa vida quando deixamos de manter Emanuel (o Deus conosco), pois quando tentados, assim como Ele foi no deserto, também nós teríamos a força e a certeza de dizer “NÃO” ao que momentaneamente nos parece mais fácil.

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